Esta obra de Machado de Assis é um divisor de águas em sua carreira, pois é vista como introdutória do Realismo. Ocorre que ela foge do aspecto formal até então usado nos textos românticos, trazendo, outrossim, um conteúdo ousado, contado sob o ponto de vista de um defunto, Brás Cubas. Ele faz um balanço de sua vida, desde a infância, de modo sarcástico e irônico, sem nenhum sinal do romantismo com que os leitores da época - 1880 - estavam habituados.

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Joaquim Maria Machado de Assis (1839 - 1908)
Filho de um mulato brasileiro e de uma portuguesa da ilha de Açores, Machado de Assis nasceu e morreu no Rio de Janeiro. Casou-se com uma portuguesa culta, não obstante ter sido curta sua própria permanência na escola. Seu primeiro trabalho foi o poema Ela, publicado na revista Marmota Fluminense, em 1855. Foi aprendiz de tipógrafo, revisor, além de escrever artigos em jornais da época. Atuou em diversas funções como funcionário público. O ponto alto de sua existência, porém, foi o mandato de primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, em 1897. As obras de Machado de Assis são divididas em duas partes distintas: a primeira, romântica, com destaque para a prosa e romances romanescos; e a segunda, com a prosa realista. Enquanto na primeira fase o autor não se prende ao formalismo, na segunda o faz no sentido do Parnasianismo, observando o estilo formal.

Memórias póstumas de Brás Cubas

R$19.90Preço
  • Autor: ASSIS, Machado de
    ISBN: 978-85-7398-709-6
    Editora: Todolivro
    Ano: 2012
    Páginas: 90